e.nola.dsg

Cálculo Renal

  • O que é?

        Os cálculos (pedras) são massas duras que se formam no trato urinário e podem provocar dor, hemorragia ou infecção ou bloqueio do fluxo da urina.

  • Quais são os sintomas?

          Cólica renal é uma dor de início súbito que está localizado na região lombar do lado afetado, e pode irradiar para o abdômen, virilha e testículo ou vulva. Pode ser acompanhada de sudorese, palidez, náuseas e vômitos. Se você estiver perto da bexiga, o paciente pode ter um desejo constante de urinar e coceira intensa.

  • Quando tratar?

          Cálculos renais localizados na pelve renal ou nos grupos caliciais médio e superior maiores do que 6 milímetros devem ser tratados. Quando não tratados, podem migrar para o ureter, causar entupimento e consequente dilatação das vias urinárias e cólica renal. Em situações mais graves, o paciente pode ter infecções do trato urinário, infecção generalizada através do sangue e até risco de vida.

  • Terapia Expulsiva Medicamentosa (TEM):

       Baseia-se no uso de relaxantes da musculatura ureteral a fim de reduzir a peristalse e aumentar o calibre funcional do ureter, facilitando a eliminação de cálculos ureterais menores que 8mm.

  • Estratégias para eliminação de cálculos:

          Tomar muitos líquidos ou receber grandes quantidades de líquidos por via intravenosa tem sido recomendado para ajudar na eliminação dos cálculos, mas não está claro se esta abordagem é útil. Assim que o cálculo é eliminado, nenhum outro tratamento imediato é necessário.

  • Procedimentos minimamente invasivos:

       Há situações em que a pedra fica maior do que o canal da uretra e deve ser retirada cirurgicamente ou ainda por meio de tratamentos minimamente invasivos como a Litotripsia, que visa reduzir o tamanho dos cálculos por meio de esmagamento ou trituração, por laser ou ondas de choque. Procedimentos minimamente invasivos garantem recuperação mais rápida e menos dor no pós operatório.

Já cuidou da sua saúde hoje?

Você tem dado mais atenção à sua saúde ultimamente?

          A saúde é um bem precioso e necessário, para conservá-la é preciso cada vez mais cultivar bons hábitos de vida. Simples orientações podem contribuir para uma vida plena, saudável e com qualidade.

          Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde não significa ausência de doenças, e sim o completo bem-estar físico, mental e social do indivíduo. Cuidar-se ao longo da vida tem como resultados: diminuição dos gastos com medicamentos, melhora da condição geral, aumento da produtividade e valorização do convívio familiar na terceira idade.

Mas quais são os cuidados que devemos ter ao longo da vida?
⠀⠀⠀
          A dedicação a saúde deve acontecer em todas as fases. Então, são necessários alguns hábitos no dia a dia, como uma alimentação balanceada, consuma muitas frutas e verduras, evitando produtos industrializados, e beba, no mínimo, dois litros de água diariamente.

          Praticar atividades físicas deixa os músculos fortes, diminui o estresse, evita a solidão e a depressão. Faça exercícios, no mínimo, 30 minutos diários, cinco dias por semana.

          Devemos, contudo, conscientizarmos que a junção de bons hábitos é que irão resultar em melhores condições de saúde. Dormir também é outro fator fundamental para saúde. Noites de sono mal dormidas são extremamente prejudiciais, pois afetam a concentração, o humor, além de causar indisposição física e mental.

Portanto, cuide da sua saúde e daqueles que você ama, só terá boa saúde aquele que cuidou dela a vida inteira, não se esqueça de fazer um check-up anual e consultar um médico. 

HPV (Papiloma Vírus Humano)

          O HPV, sigla em inglês do Papiloma Vírus Humano, é responsável por doenças de pele e mucosas. A principal forma dessa infecção é a “verruga”. Pode ser transmitido de várias formas pelo contato, especialmente sexual. Há vários tipos de HPV, alguns mais propensos a infectarem o corpo e outros a região genital.

       Ele se apresenta em forma de verrugas tanto no homem como na mulher. No homem, basicamente causa essas lesões que dificultam a higiene e comprometem a estética. Raramente participam na formação do câncer de pênis.


     Na mulher, torna-se mais perigoso. Além de causar verrugas, causa lesões imperceptíveis a olho nu que podem evoluir para o câncer de colo uterino e óbito. A única forma de prevenir é pela visita regular ao ginecologista (anualmente no mínimo) e coletar o exame de “Papanicolau”.

        O papel do urologista é o tratamento tópico das lesões e prevenção do ciclo de transmissão nos homens, utilizando-se da vacina. Em homens, mostrou-se mais eficiente até os 27 anos e nas mulheres durante toda a “idade fértil”;

        Hoje está disponível a tetravalente (contra 4 tipos de HPV) e está em estudo a heptavalente (7 tipos). Pode ser encontrada em centros de vacinas (privados) ou é disponibilizada para meninos e meninas entre 9-11 anos de idade, na rede pública de saúde.

Incontinência Urinária Feminina

       O urologista também trata alterações femininas. Entre elas a incontinência urinária.

     Se trata de um problema comum nas idades entre 40 a 59 anos, mulheres de cor branca, com a escolaridade mais baixa, casadas e com a renda de até 3 salários-mínimos. A prevalência pode chegar até a 20% na população em geral. Os fatores de risco também incluem mais de 2 gravidezes, obesidade, tabagismo, climatério (após a menopausa) e retirada cirúrgica do útero.

     A incontinência urinária leva a uma queda importante de qualidade de vida, com perda da vida social e até reflexos na sexualidade feminina, aumentando a incidência de depressão e baixa autoestima.

     A incontinência urinária é definida pela dificuldade ou incapacidade de reter a urina na bexiga durante esforços ou no momento do desejo miccional, antes de chegar ao banheiro.
Acontece por uma fraqueza do esfíncter (músculo estilo “válvula” que segura a urina na bexiga) ou por uma fraqueza dos ligamentos que sustentam a bexiga na pelve, levando a uma perda de urina quando se aumenta a pressão abdominal (esforço).

     O diagnóstico pode ser feito apenas pela conversa (anamnese) e exame físico (observando a perda urinária da mulher pelo médico), mas rotineiramente se utiliza um estudo urodinâmico.

    O tratamento geralmente é cirúrgico, colocando-se uma tela (sling) abaixo do esfíncter, através da vagina, minimamente invasiva e rápido retorno às atividades normais.


Consulte um Urologista e tire suas dúvidas.

Torção Testicular

      A torção testicular pode ser caracterizada até como emergência, pois seu diagnóstico e tratamento devem ser realizados em até 24 horas do início da dor.

             O quadro clínico se apresenta como uma forte dor escrotal/testicular em um dos lados apenas, de início súbito e sem alívio a qualquer posição. É comum os pacientes alegarem “acordar no meio do sono devido a dor”.

       O termo torção denota o fato de o testículo, por algum problema congênito geralmente, funcionar como um “pêndulo” e torcer ao redor do próprio eixo 180 ou até 360 graus. Os vasos (artérias e veias), se comunicam do abdome até o testículo pelo funículo espermático, local que pode torcer e impedir o fluxo de sangue até o órgão, levando à isquemia e posterior necrose.

        Por ser uma doença de início subido e evolução rápida, é sempre importante procurar uma emergência que possua urologista de sobreaviso ou uma clínica urológica, a fim de fazer o diagnóstico e tratamento rápido.

          O diagnóstico é feito pelo exame médico e ecografia. E o tratamento é cirúrgico. Em até 24 horas, há relato na literatura médica sobre recuperação da torção e preservação dos testículos.